Eu fico o dia inteiro pensando no que é que as outras pessoas estão pensando, em quantas pessoas estão pensando no que é que as outras pessoas estão pensando, ou se é que estouu pensando. Enquanto penso lá se vai mais pelo menos três xícaras do meu café preferido.
Estou sempre na mesma busca implacável pelo desconhecido, que é justamente quando me conheço ou quando me encontro completamente despida, descoberta e livre. Era assim que todos deviam se sentir, ou que tentassem se sentir. Já pensou se todas as pessoas pensassem em se pensar despidas, descobertas e livres?! Seria um mundo cheio de verdades, com falta de hipocrisia e mentira.
Cada vez que me despeço do que me despedaça, eu me sinto liberta. Não é que eu esteja presa, é que nem todo dia a gente fala o que pensa nem repassa o que ouve. Por vezes, sinto que estou dentro de uma caixa transparente. Digo o que eu falo, o que penso, o que ouço, porém com restrições. Como se meu laço estivesse incompleto, como se nada se encaixasse, e como só eu entendo.
Tem hora que eu realmente acho que as coisas não vão para o seu devido lugar por simplesmente não estar na hora delas irem. Eu queria ter o poder de mudá-las, mas tenho certeza absoluta de que não haveria a menor graça. Imagina só a gente fazendo tudo que a gente quer, na hora que a gente quiser, sem que nada dê errado... Não troco nada do que eu aprendi por algo premeditado ou adiantado. Curto beeeem mais as surpresas!
E lá se vão mais umas centenas de xícaras de café, do meu predileto e bom café.

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